A primeira vez que estive num velório, eu não esquecerei nunca, foi de um tio do meu ex-namorado. Fui porque ele era muito querido do rapaz que namorava, achei que de alguma forma estar lá seria bom para ele.
Mais tarde estive em outros velórios, nunca de alguém diretamente ligado a mim, exceto o das minhas avós, mas para dar apoio a pessoas queridas que sofriam de saudades antecipada.
No velório da minha avó eu chorei, chorei muito, coisa que algumas pessoas que se acham \"chiques\" considerariam \"micão\". Eu sabia que aquele corpo não era a minha avó mais, eu sabia que ela não estaria lá, naquele caixa de madeira com vidrinho para ver o rosto, mas a idéia de não ter aquela pessoa que eu tanto amo (ainda amo) por perto, ver que ela estava indo de verdade, doeu. Também doeu o remorso por todo o tempo que poderia estar com ela e nao estive.
Neste dia, o dia do enterro da minha avó paterna, quem me acompanhou todo o tempo foi uma pessoa muito especial na minha vida, a mãe do meu ex-namorado. Eu não posso esquecer de maneira nenhuma a importância dela na minha vida, nos nove anos que nos conhecemos.
Mais tarde ela veio a falecer, uma pessoa tão iluminada e especial não poderia ficar mais tempo na terra, sua missão foi curta mas de extrema importância na vida de tantas pessoas, na minha vida também. As lições aprendidas com ela servem para mim até hoje, e não existe um dia que eu deixe de lembrar dela.
Ainda assim, parece cinismo, eu não participei do seu funeral. Na época eu já não estava namorando o seu filho, que na verdade tinha outra companheira; vindo de grande família eu senti que o meu apoio no momento seria mínimo, que a minha presença iria provocar embaraço, que a pessoa que mais importava naquele momento era ela. Não, não acredito que sua alma estaria lá, por isso orei da minha casa.
Sua presença em meus sonhos e frequente e extremamente confortadora. Ela nao era a minha ex-futura-sogra, muito jovem para ser considerada minha mãe, ela era uma irmã, uma amiga querida, uma luz que nunca deixará de brilhar.
Todo velório deveria ser uma celebração, terminam-se as dores e provaçoes desta vida. Mas acabamos sempre nos deixando levar pelas saudades antecipadas, pelo sentimento de perda.
Queria eu sentir algo diferente e ser capaz de transmitir a tranquilidade merecida aos que ficam, queria eu saber celebrar a morte, pois a vida continua do outro lado, de uma forma ou de outra, não importa a sua crença.
Eu sou daquelas mulheres que acha que a família ideal não deve ter mais de 1 ou dois filhos. Tendo gemêos eu definitivamente optei pela família padrão: 4 pessoas, casal e dois filhos, primeiros e únicos.
Não é fácil ser mãe: é uma constante luta entre o velho e o novo, o correto e o incorreto feito pelos nossos pais, as novas idéias para sermos melhores e, enfim, os novos fracassos e as novas vitórias.
Fracassar é HUMANO! Mas filhos são seres humanos, eles serão parte da futura sociedade, e eu espero que eles sejam no futuro: realizados, felizes, honestos, bem sucedidos. A felicidade em primeiro lugar, o resto é consequência.
Com todas as desvantagens do contraceptivo para uma mulher da minha idade, meu marido então optou pelo caminho mais simples para ambos: vasectomia.
Tudo parece muito simples, mas o parece insano é o estranho sentimento de dizermos um para o outro \"seremos definitivamente nós quatro\". Meu marido parece muito confortável com a idéia, mas para mim este ponto final é estranho e provoca o estranho sentimento de incerteza observando os outros bebês, as outras mães felizes da vida com seus 4 ou cinco filhos.
Como mae eu sei que não tenho nada a oferecer, um filho a mais é mais amor para receber e a incerteza de acertar na decisao.
Entao eu me acho quase insana ao vacilar na minha decisao final.
bye
Rosa
Você quer adotar uma criança, mas não sabe por onde começar? Então, saiba que não está sozinho.
De acordo com a pesquisa Percepção da População Brasileira sobre a Adoção, da Associação dos Magistrados Brasileiros, feita em 2008, a maior parte da população brasileira não sabe quais são os passos para a adoção. Os números espantam: cerca de 37% deles procurariam crianças e maternidades e 28% em abrigos. Apenas um terço recorreria ao local certo, as Varas da Infância e Juventude espalhadas pelo país.
Para ajudá-lo nessa tarefa, a Crescer listou os 10 passos principais que você deve seguir. Confira:
1. Procure o Juizado da Infância e da Juventude mais próximo de sua casa para entrar no Cadastro Nacional de Adoção (se preferir, você pode contratar um advogado de Família de sua confiança, especializado em processos de adoção). Ligue antes para saber quais documentos levar – eles variam entre os juizados. Pessoas solteiras, divorciadas e judicialmente separadas também podem adotar, desde que sejam maiores de 18 anos (artigo 1618 do Código Civil) e pelo menos 16 anos mais velho que o adotado (art. 1.619) . A Justiça ainda não prevê adoção por casais homossexuais, mas é cada vez mais comum pais do mesmo sexo conseguirem registrar a criança no nome dos dois após decisões judiciais.
2. No cadastro, indique o perfil da criança que deseja. Você pode escolher o sexo, a idade (no caso de crianças maiores de 3 anos, é chamada de adoção tardia), o tipo físico e as condições de saúde. Pense com calma e converse com outros pais para saber o que é bacana e o que não é em cada escolha.
3. Até dois meses, uma psicóloga do juizado agendará uma entrevista para conhecer seu estilo de vida, renda financeira e estado emocional. Ela também pode achar necessário que uma assistente social visite sua casa para avaliar se a moradia está em condições de receber uma criança. Teoricamente, o poder aquisitivo influencia, mas não é decisório.
4. A partir das informações no seu cadastro e do laudo final da psicóloga, o juiz dará seu parecer. Isso pode demorar mais um mês, dependendo do juizado. Com sua ficha aprovada, você ganhará o Certificado de Habilitação para Adotar, válido por dois anos em território nacional.
5. Sua ficha pode não ser aprovada. O motivo pode ser desde a renda financeira até um estilo de vida incompatível com a criação de uma criança. Se isso acontecer, procure saber as razões. Você poderá fazer as mudanças necessárias ou até mesmo recorrer à Justiça e começar o processo novamente.
6. Com o certificado, você entrará automaticamente na fila de adoção nacional e aguardará até aparecer uma criança com o perfil desejado. Ou poderá usar o certificado para adotar alguém que conhece. Nesse caso, o processo é diferente: você vai precisar de um advogado para entrar com o pedido no juizado.
7. A espera pela criança varia conforme o perfil escolhido. Meninas recém-nascidas, loiras, com olhos azuis e saúde perfeita – a maioria dos pedidos – podem demorar até cinco anos. A lei não proíbe, mas alguns juízes são contra a separação de irmãos e podem lhe dar a opção de adotar a família toda. E não esqueça: a adoção depende do consentimento dos pais ou dos representantes legais de quem se deseja adotar, além da concordância deste - se tiver mais de 12 anos. A exceção fica para o caso de criança ou adolescentes cujos pais sejam desconhecidos, falecidos ou tenham sido destituídos do poder familiar (o antigo pátrio poder).
8. Você é chamado para conhecer uma criança. Se quiser, já pode levá-la para casa. Quando o relacionamento corre bem, o responsável recebe a guarda provisória, que pode se estender por um ano. No caso dos menores de 2 anos, você terá a guarda definitiva. Crianças maiores passam antes por um estágio de convivência, uma espécie de adaptação, por tempo determinado pelo juiz e avaliado pela assistente social.
9. Depois de dar a guarda definitiva, o juizado emitirá uma nova certidão de nascimento para a criança, já com o sobrenome da nova família. Você poderá trocar também o primeiro nome dela. As relações de parentesco se estabelecem não só entre o adotante e o adotado, como também entre aquele e os descendentes deste e entre o adotado e todos os parentes do adotante.
10. E, por fim, lembre-se do mais importante: o vínculo de amor não depende da genética.
(fonte: revista crescer on line: http://revistacrescer.globo.com)
Eu não curto muito a tv brasileira, até pq nao tenho como assistir, porem, vez ou outra aparecem comentários curiosos na FOLHA ON LINE:
\\\\\\\\\\\\\\\"No programa, Silvio Santos diz que não quer mais conversar com a garota. \\\\\\\\\\\\\\\"Porque na semana passada você deu vexame, ficou chorando no palco como se fosse uma criancinha de um mês de idade.\\\\\\\\\\\\\\\"
Diante da reprimenda do apresentador, os olhos de Maisa começam a se encher de lágrimas.
\\\\\\\\\\\\\\\"Mas você chora à toa. Parece uma atriz de televisão. Qualquer coisinha fica magoada. Auditório, eu estou falando alguma coisa para ela chorar?\\\\\\\\\\\\\\\", questiona Silvio.
Desconcertada, Maisa olha para o chão e diz que ficou \\\\\\\\\\\\\\\"magoada\\\\\\\\\\\\\\\". Chorando e gritando, ela sai do palco e bate a cabeça em uma das câmeras do programa.
\\\\\\\\\\\\\\\"Que artista cheia de banca\\\\\\\\\\\\\\\", diz Silvio que, em seguida, com o público seguindo em coro, grita: \\\\\\\\\\\\\\\"Medrosa, medrosa, medrosa.\\\\\\\\\\\\\\\" \\\\\\\\\\\\\\\"
Eu tive a curiosidade de ver esta menina no YOUTUBE um dia, achei ela extremamente atrevida e sem educação. Não é questão de ser autêntica, ela é uma criança que está recebendo aplausos e dinheiro para ser assim.
O problema nisso tudo é saber que o apresentador e dono da emissora onde ela trabalha perdeu completamente a noção de limite. Uma criança desta idade está sendo submetida à humilhação em rede nacional, chorando com os sentimentos feridos, tendo um imenso grupo de invejosas aproveitando o momento de fraqueza da criança para a tal \\\\\\\\\\\\\\\"brincadeirinha\\\\\\\\\\\\\\\".
Enquanto no primeiro mundo o BULLY tem sido tratado de maneira séria, responsável e até mesmo sendo considerado CRIME, no Brasil um homem com mais de 70 anos acha perfeitamente normal se vingar das ofensivas frases da menina colocando um enorme auditório contra ela, humilhando a criança publicamente, brigando de igual para igual.
Pois este homem velho, rico, poderoso, está dando exemplo para milhares de crianças, adolescentes e (esutpidos) adultos, ensinando que \\\\\\\\\\\\\\\"bully\\\\\\\\\\\\\\\" é apenas uma brincadeirinha, e a criança chorar no palco é apenas um sinal de que ela é uma artista temperamental.
VERGONHA QUE A MÃE DE CRIANÇA ACEITE ISSO EM TROCA DE DINHEIRO!
VERGONHA, SENHOR SILVIO SANTOS! VERGONHA, RIDÍCULAS MULHERES QUE TAMBEM SÃO CHAMADAS \\\\\\\\\\\\\\\"MACACAS DE AUDITÓRIO\\\\\\\\\\\\\\\" - CAI BEM ESTE TERMO, UM BANDE DE MULHERES SEM CEREBRO, SEM OPINIÃO PRÓPRIA, SEM NOÇÃO DO RIDÍCULO!.
VERGONHA BRASIL QUE CONTRIBUI PARA OS PONTOS NO IBOPE A FAVOR DO SBT E CONTRA OS DIREITOS DA CRIANÇA!!!!!!!!!!!!
Não faz muito tempo que eu olhei para uma mulher no mercado e achei um absurdo ela perder completamente a paciência e dar um tapas no bumbum do filho, irritadíssima, enquanto ele atirado no chão fazia todo barulho do mundo.
Quando uma criança faz birras de quem você acha que é a culpa?
Se você nunca passou por isso, se você não tem filhos, claro que você vai dizer que a culpa é dos pais.
Eu, como mãe de uma criança birrenta, não tiro de você a razão. Meu filho faz birra sim, a culpa é minha e não sei mais o que fazer com isso!
É engraçado que antes toda a minha preocupação era com o crescimento físico dos meus filhos, amor eu sempre deim nunca faltou. Comida, espaço e oportunidade para o desenvolvimento físico. Assim eles aprenderam a engatinhar, andar, falar, correr, pedalar, usar o playground de maneira apropriada.. Aprenderam quase tudo! Mas quando o assunto é tolerância... Sim, nisso eu falhei. Talvez porque eu tenha sido excessivamente tolerante, talvez porque eu seja as vezes intolerante. Como mulher eu tenho que reconhecer que muito coisa influência no meu temperamento.
Segundo o autor do livro A CRIANÇA EXPLOSIVA, Greene Ross, a culpa não é minha! Apesar de ser um livro muito interessante, que me deixou muito felizinha - imagine, não é minha culpa! - eu não consigo comprar o peixe. Se uma criança não se comporta, se uma criança tem dificuldades para controlar o temperamento quente (fervendo), a culpa é dos pais SIM.
Ainda assim eu não vou deixar de ler o livro e tentar aprender algo dele, afinal, é minha responsabilidade fazer com que meus filhos cresçam felizes e saudáveis, mentalmente e fisicamente.
bye
É claro que todo mundo sabe que telefonando para um destes serviços de sexo por telefone, aquela mulher que fazem os homens babarem no anuncio da televisão não vai ser a mesma que vai dizer \"alô\". Na verdade a voz deverá ser sensual, mas não necessariamente a mulher... Eu sempre imagino que do outro lado da linha vai ter uma mulher terrivelmente mal arrumada, gordíssima, cheirando cigarro e suor. Vocês não?
Quando eu trabalhava em uma companhia telefonica tinha um rapaz que trabalhava comigo, próximo dos seus 40 anos, que tinha uma arma de sedução mais poderosa do que tudo o que vocês possam imaginar... Se você pensou \"naquilo\", você errou!
Aquele homem franzino, e sendo muito sincera, feinho (desculpem, mas é verdade, eu tinha por ele uma antipatia tremenda, ele era um casado dos mais descarados que já conheci), simplesmente tinha o poder de seduzir mulheres de todo tipo, algumas verdadeiros \"aviões\", segundo os colegas de trabalho. Mas como? Ele tinha uma boa voz, além de um dom para o famoso \"xaveco\".
Isso, entrando mais fundo no túnel do tempo, me faz lembrar que quando eu era muito criança, escutava junto com a empregada da casa um programa de rádio. Um destes showzinhos de rádio AM, um programa cheio de piadinhas, propagandas, músicas. Quem já escutou sabe do que estou falando. Na época aquele locutor era um dos meus ídolos.
Sendo seu programa de rádio um programa de auditório ao vivo, um dia minha mãe resolveu me levar para conhecer o tal \"idolo\". Lá fui eu, nos meus nove ou dez anos cheia de expectativa, minha mãe conhecia aquele homem \"tão famoso\" e ainda por cima iria pedir para ele deixar eu escolher uma música!!!
O ambiente do programa de auditório era muito simples, o lugar não tinha nada de especial. Microfone, cadeiras, muito gente. Gente simples, gente muito pobre na esperança de sair de lá com um litro de leite, um saco de arroz. Aquela estação de rádio ficava numa área próxima do centro da cidade, então, claro, havia tudo o que vocês possam imaginar.
Eu, menina de classe média, criada entre quatro muros bem altos, olhava tudo com assombro. Não que eu não esperasse aquilo, só estava um pouco assustada de ter toda aquela realidade tão perto de mim.
Enfim foi anunciado o início do programa, eu estava lá, olhos brilhantes, coração aceleradíssimo, ansiosa para ver o famoso radialista. Então, com seu famoso \"boa tarde!!\" , na voz que eu tào bem conhecia, apareceu aquele homem. Eu, uma daquelas meninas que se comovia com qualquer coisinha, engoli a seco minha decepção: longe de imaginar que ele fosse um Brad Pitt, eu também não poderia imaginar que ele fosse assim: um sapão (sim, eu não posso explicar bem, mas sabem aqueles homens com cara de sapo?), velho, feio e gordo.
Claro que minhas decepções foram mais além. Ele recusou a aceitar minha música porque havia brigado com o empresário do cantor (um cantor famoso daquela região), ainda mostrou impaciência quando pensava em escolher outra música.
Anos depois, a decepção foi maior: como todos os radialistas daquela cidade, ele virou político!
Minha mãe é uma talentosa artista quando o assunto é musica, piano, acordeon, e algo mais, que eu não lembro mas com certeza ela deve saber, não toca mais, mas não acho que esqueceu... Costureira de talento, e graças as suas costuras eu era a crianças mais bem-vestida nas festinhas da escola, minhas bonecas eram vestidas como nobres bebes. Também, depois que eu ja era adulta, se tornou uma dedicada artista plastica, talento natural desenvolvido como dedicada aluna nas aulas de pintura. Voces não iriam acreditar nos quadros q ela já fez, lindos!
Apesar de saber tanto minha mãe era chamada de \"do lar\", ou seja, ela não precisava trazer dinheiro para a casa, que vive com a barriga enconstada na pia, que lava passa e cozinha todo o dia.... Ah, claro, não esqueça os rolinhos de papel na cabeça. Essa não era a minha mãe!!! Para começar não parava em casa, o que faz o termo \"do lar\" completamente inadequado para esta mulher. Quando eu era crianca eu não sabia, mas minha mãe era uma voluntária, uma voluntária que trabalhava para outras mães, para outros filhos.
Durante anos minha casa foi um grande entra e sai de crianças, a maioria recém nascidas, outras já crescidinhas. Algumas rejeitadas, mas creio eu que a maioria era tão amada, mas tão amada, que as mães abriam mão de serem mãe, na esperança de dar aos filhos um futuro melhor, um futuro melhor do que o presente miserável que elas tinham.
Era trabalho da minha mãe e de sua grande amiga (trabalhavam juntas) ir em casas e hospitais, conversar com as mães, tentar ajudar para que elas ficassem com seus filhos, tentar evitar arrependimento. Esse era o trabalho difícil, o trabalho duro na sua vida de voluntária. Visitando lugares que a maioria de nós nunca sequer pusemos os nossos pés, temendo pelos nossos pescoços.
Infelizmente, neste mundo cheio de miséria, vício, e tantas outras coisas, no final das contas minha mãe voltava com alguma criança nos braços, as vezes duas (lembro que tiveram gemêos, bem crescidinhos e levados). A parte dois do trabalho, que não era imediato, pois havia toda a parte legal de levar a mãe ao juizado e toda mais burocracia, era a alegria dos novos pais.
Lá estavam as mães, a maioria das mulheres tentando engravidar por anos, abraçando suas crianças, seus filhos para o resto da vida. A parte do trabalho da minha mãe, que eu assistia todos os dias e me comovia, eram as mães (e papais, mas hoje escrevo para as mães) abraçando aquelas crianças sem preocupaçao nenhuma com o tom da pele, com a cor dos olhos ou mesmo com o sexo.
Mães... Mães desoladas de um lado, naquele estranho mundo escondido na periferia das cidades; mães que tinham o nome em um caderninho branco, entre tantos outros nomes de mães, celebrando o milagre da maternidade.
Sim, minha mãe é uma mulher chamada \"do lar\", que não parece significar muita coisa neste mundo maluco e tão capitalista. Mas minha mãe foi e ainda é uma grande trabalhadora.
Para todas as mães- com ou sem os rolinhos na cabeça (porque não é pecado querer ser linda!) - FELIZ DIA DAS MÃES!!!!!!!!!!!!!!!
\"Queria eu ter tido no meu passado
Um daqueles amores proibidos
Diria eu que nosso sonhado romance
Por nossos pais não foi permitido.
Diria eu a todos que perguntassem
“Senhora, porque não é feliz?”
Contaria nossa história, muito triste,
“Isso foi porque meu pai não quis…”
Mas para nós que tudo escolhemos
Quem iremos hoje culpar?
Mesmo que por amor tanto sofremos
Escolhemos para sempre nos separar.\"
De todas as profissões a mais lembrada nesta semana deve ser a do juiz de futebol.... Ah, estes devem ter santas mães, como as coitadinhas são ofendidas.
Mais engraçado é que tentando evitar qualquer palavrão chamamos agora as pessoas de filhas da mãe quando queremos dizer outra coisa, ou seja, lembrar que a pessoa tem uma progenitora, que a pessoa não nasceu no meio da praia, de um ovinho enterrado, também é querer chamar a mãe da pessoa de \"profissional do sexo\".
É engraçado, né? O nome do pai no registro de alguém pode ser nada mais, nada menos, do que uma linha em brando, um nada! Mas mãe todo mundo tem! Nunca conheci um filho sem mãe! Com todo este avanço da ciência, logo eu sei que isso irá acontecer: crianças irão sair da barriga de pessoas do sexo masculino (ah... Isso seria bom demais, né? nào seria também possível implantar um utero e um ovário para eles saberem o que é bom para tosse?) e outras coisas mais. Afinal, quem um dia há cinquentas anos atrás poderia prever tantas mudanças?
Mas, voltando às nossas mães, todos somos filhos da mãe, mas não queremos ser chamados como tal.
Falando ainda em mãe, o que a sua vai ganhar? Porque mesmo quem não tem mãe, acaba parabenizando ou presenteando a mãe alheia!
Na verdade, alguns pais também deveriam ganhar presente, porque vc nunca ouviu dizer \"aquele pai é uma mãe para aquela criança?\". Pois meu cunhado é quem cuida da filha pequena, enquanto a esposa passa horas e horas cumprindo horas para se tornar uma médica aqui no onde vivo.
Comércio puro! É isso o que eu posso dizer sobre esta data! Mesmo que vc não possa comprar nem um botão de rosa, acaba telefonando para alguém, enviando uma carta, assim o mundo capitalista está sempre lucrando com esta data, as nossas custas, filhos e filhas das mães.
Comércio mesmo! Os restaurantes na cidade onde nasci ficam cheios, você não vai muito longe saindo de casa tarde e sem reserva....
Comércio! De qualquer forma, eu que sou mãe e tenho aprendido a duras penas o que é isso, também já escolhi minha \"humilde\" celebração: \"Papai! fica com os meninos que vou na liquidação para mães no próximo sabado\"
Afinal, mãe também tem o seu dia!
bye
Vocês lembram deste anúncio de televisão? Eu creio que era propaganda de absorvente interno, minha avó dizia que a menina da propaganda era mal-criada, eu achava graça! O apelo com certeza não era para impressionar que não mais ficava \"incomodada\".
Minha avó ficava incomodada, eu ficava \"de chico\", mas algumas pessoas dizem estar \"monstruada\". Eu gosto deste termo, porque eu conheço poucas pessoas neste mundo (do sexo feminino, claro) que não perdem o controle ao menos por um instante neste período. Meu humor fica terrível!
Tem gente que sugere dietas especiais: lindo! Nunca vou saber se funciona ou não, porque quando estou menstruada eu quero mesmo é CHOCOLATE. A boa e velha amiga barra de chocolate, que neste caso também ganha um artigo feminino, logo a barra de chocolate é mulher!
Depois das minhas infinitas queixas na minha médica, ela resolveu que o melhor seria tomar contraceptivo sem parar a cada 3 meses, nem prozac resolvia meu problema, e com filhos, vc tem que pensar em soluções para isso, pular no pescoço deles, tentar esganar o marido e prender o cachorro no banheiro do porao não resolve nada!!!!!!!!!!!
Quando estou menstruada fico irritada. Também fico triste, choro até assistindo O GORDO E O MAGRO, que na verdade não tenho paciencia de ver. Fico prostada na cama feito boba, depois quero sair para a rua para andar, depois quero gastar o dinheiro que não ganho.
Ontem comprei uma blusinha tão kenga que com este corpinho de DEMI MOORE que Deus me deu não sei se irei usar um dia na vida. Custou dez dollares, com mais 40 eu poderia comprar o teclado que tanto quero, mas para que existe dia das mães????
Enfim, nem menstruada deveria estar, mas algo esta errado em tomar o remedio sem parar, fico menstruada no meio da cartela, assim as minhas explosões ficaram mais imprevisíveis.
Tô indo no médico sim, mas tenho q viajar meia hora para isso...
E hoje estou indo ver uma casa com a plaquinha \"a venda\"...
bye
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