diário de patyfilex

diário de patyfilex (146)

  • Invictus
    31 de agosto de 2010 | 10:10

    Do fundo desta noite que persiste
    A me envolver em breu - eterno e espesso,
    A qualquer deus - se algum acaso existe,
    Por mi’alma insubjugável agradeço.
    Nas garras do destino e seus estragos,
    Sob os golpes que o acaso atira e acerta,
    Nunca me lamentei - e ainda trago
    Minha cabeça - embora em sangue - ereta.
    Além deste oceano de lamúria,
    Somente o Horror das trevas se divisa;
    Porém o tempo, a consumir-se em fúria,
    Não me amedronta, nem me martiriza.
    Por ser estreita a senda - eu não declino,
    Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
    Eu sou dono e senhor de meu destino;
    Eu sou o comandante de minha alma.

    Autor: William Ernest Henley

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