Não tenho mistérios nem cantos obscuros.
Esconder-me seria como suicídio e, sinceramente, tenho gostado de sentir-me viva.
Hoje estou reluzente, cheia de vida e pronta para a luta, disponível para mudar objetivos e possibilidades.
Dei uma arrumada nas gavetas, lavei os pratos e os cabelos. Meus pés estão limpos, porque piso sempre em água fresca.
Minha face já mostra agumas rugas, que marcam o velho sofrimento e também as curvas por onde deslizaram tantos momentos felizes.
Peço um beijo da vida, e ela, generosa, deixa-me sem fôlego pela intensidade de todas as emoções.
Oh que doce, vida! Prometo que seguiremos sempre juntas. (Cleid Ribeiro)
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