Amoura mais que amiga ...reencontro abençoado. Pensem em um beija-flor. Assim é Clariz ,intempestiva mas de uma ternura infinita
Lélis rainha primeira e única ...ensinando a amar a vida e não se abater
Carolinda minha "pucca" preferida...firme e decidida
Nathy flor do Acre...que é a diferença de duas horas ,não é corujinha?
Anna a única pimenta (doce) que amo de paixão
Panzinha a guerreira ,sinceridade e verdade
Tais olhos de sonho ... superação e dedicação
Juh minha querida e linda ,extremamente dedicada aos seus amores(incluindo o Simba)
Poderia falar de todas mas ficaria imenso este post .Todas com suas especiais e únicas personalidades.
Sayagin que do outro lado do mundo e lembra de mim(carinho especial)
Tysca minha gaúcha linda ( bjo na Lúcia)
Carmem doçura de pessoa
Marise a verdadeira poesia na alma.
Drica,Manda,Fê,Juliana pena que se foram ,melhor foi que vieram um dia
Vera ,Juciaria,Cris... felizmente presentes de outra forma
Enfim ...todas ,Buba,Myla,Leslie...
DeixO para minhas queridas um beijo com gosto de muita saudade mas cheinho de carinho.
Não pensem que houve abandono ..só se transplantassem o coração ...sei que nem assim pois o orgão só representa o que da alma brota.
E esse sentimento por todas vocês perdurará a la Janna ...forevermente.
E o semeador saiu a semear...
O quê andas espalhando com palavras que são força viva?
Mensagens de engrandecimento sustentação e força na seara alheia ou joio disfarçado em trigo?
O quê,do bem estendemos ao próximo beneficia primeiramente a nós pois já estamos colhendo frutos do amadurecimento espiritual e anseiamos dividi-los.
Da mesma forma ,lições de alerta na intenção de freiar o orgulho desmedido
devem ser assimiladas em primeiro lugar por nós ,uma vez que nos sabemos imperfeitos e devemos "vigiar e orar".
Porém ,palavras da semeadura de outrem,que carreiam o fel , mesmo que germinem momentaneamente devem ser expostas ao sol da nossa misericordia e queimadas.
Apieda-te dessas almas que apenas espalham o reflexo do mal delas mesmas
embora estejam convictas da sua perfeição.
Tentam assim pois, enodoar a todos pela incapacidade de sair do vitimismo e gerar pérolas de luz.
O sábio verdadeiro vê primeiramente a trave no seu olho ,jamais o argueiro no olho alheio.
Semeia o teu melhor ,com tua boa vontade.Espalha o que de luz conseguiste com labor próprio.
E acautela-te do brilho ostensivo lembrando :"Vê, pois, que a luz que em ti há não sejam trevas."
Agradeça sempre ao que se impôe como inimigo .Ele sem saber ,presta-nos favor sem medida,pois nos alerta sobre os pontos que, em nós , precisamos burilar.
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obrigada à todos
Por quanto tempo ainda a necessidade da mentira?
A desfaçatez ?
Nem sempre " o lobo é que cai na armadilha do lobo"..Vezes acontece ,dos crédulos estender suas almas no envolvimento que julgava são, em direção dos outros e perceber o engôdo.
O habituado a ser lobo não fica chocado ,acha normal e continua sua vida mesquinha atrás da mentira.
O que ama acima de tudo perdoa sem sofre.
Não me atribuam virtudes que sei que não possuo por isso revelo o que sinto :
Eu ,entre os dois extremos ,sinto amargura,tristeza e pena.
Será lícito revelar o mal de outrem? (ESE)
Sim ,se esse mal prejudica a muitos.
Seria simples vingança se fosse para satisfazer nosso orgulho .
Concordo em mostrar a verdade sempre que ela possa auxiliar.Sim ,essa pessoa roubou de nós o melhor que podíamos dar.
Que siga seu rumo ,nos deixando a lição do mestre:
"Sejamos mansos com a pomba, mas espertos com a serpente"
Aquela que se dizia Dudah ...não era.
Joplin ( Cris ) tenho que reconhecer a sua procura pela segurança.Desculpe tocar no seu nome sem sua autorização,mas isso aqui .já passei do limite do concebível.
Lamento pelas pessoas leais e amigas.
Conta-se que uma cobra certo dia entrou em uma oficina em busca de comida.
Nada encontrando ,faminta,pos-se a roer uma lima.
A lima disse-lhe:"Pobre coitada,não vês que sou feita deaço e não pode prejudicar-me?
Teus dentes se acabarão e não poderás tirar de mim o menor pedaço."
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Assim são as mordidas da crítica àqueles que já alcançaram "os tesouros no céu ,
onde a traça nem a ferrugem os consomem,e onde os ladrões não minam nem roubam"
Dentro do critério da crítica suplicamos sempre:
"Preservai-me ( ... ) do orgulho, que poderia me enganar sobre o valor do que obtenho; de todo sentimento contrário
à caridade com respeito aos outros (... ). Se estou induzido ao erro, inspirai a alguém o pensamento de me advertir,
e a mim a humildade que me fará aceitar a crítica com reconhecimento, e tomar para mim mesmo, e não para os outros ( ... )" (ESE)
Porém àquele que nos critica , assim como a cobra desta fábula,e não passar de alguém que acredita que pode desabonar (roer) nossa vida , caluniando-nos ou difamando-nos com afirmações falsas e desonrosas a nosso respeito,deixamos
a "chuva do silêncio" para apagar o "incêndio da maledicência .(HAMMED)
E que continue pois,a roer lima...
ou consumindo a si mesmo.

Grande mosca verde-azul, mostrando envaidecida as asas douradas pelo Sol, penetrou uma sala e encontrou uma abelha humilde a carregar pequena provisão de recursos para elaborar o mel.
A mosca arrogante aproximou-se e falou, vaidosa:
— Onde surges, todos fogem. Não te sentes indesejável? Teu aguilhão é terrível.
— Sim — disse a abelha com desapontamento —, creia que sofro muitíssimo quando sou obrigada a interferir. Minha defesa é, quase sempre, também a minha morte.
— Mas não podes viver com mais distinção e delicadeza? — tornou a mosca — porque ferretoar, a torto e a direito?
— Não, minha amiga — esclareceu a interlocutora —. não é bem assim. Não sinto prazer em perturbar. Vivo tão somente para o trabalho que Deus me confiou, que representa benefício geral. E, quando alguém me impede a execução do dever, inquieto-me e sofro, perdendo, por vezes, a própria vida.
— Creio, porém, que se tivesses modos diferentes... se polisses as asas para que brilhassem à claridade solar, se te vestisses em cores iguais às minhas, talvez não precisasses alarmar a ninguém. Pessoa alguma te recearia a intromissão.
— Ah! não posso despender muito tempo em tal assunto — alegou a abelha criteriosa. — O serviço não me permite a apresentação exterior muito primorosa, em todas as ocasiões. A produção de mel indispensável ao sustento de nossa colméia, e necessária a muita gente, não me oferece ensejo a excessivos cuidados comigo mesma.
— Repara! — disse-lhe a mosca, desdenhosa — tuas patas estão em lastimável estado...
— Encontro-me em serviço — explicou-se a operária humildemente.
Não! não! — protestou a outra — isto é monturo e relaxamento.
E limpando caprichosamente as asas, a mosca recuou e aquietou-se, qual se estivesse em observação.
Nesse instante, duas senhoras e uma criança penetraram o recinto e, notando a presença da abelha que buscava sair ao encontro de companheiras distantes, uma das matronas gritou, nervosa:
— Cuidado! cuidado com a abelha! Fere sem piedade!...
A pequenina trabalhadora alada dirigiu-se para o campo e a mosca soberba passou a exibir-se, voando despreocupada.
— Que maravilha! — exclamou uma das senhoras.
— Parece uma jóia! — disse a outra.
A mosca preguiçosa planou... planou... e, encaminhando-se para a copa, penetrou o guarda-comida, deitando varejeiras na massa dos pastéis e em pratos diversos que se preparavam para o dia seguinte. Acompanhou a criança, de maneira imperceptível, e pousou-lhe na cabeça, infeccionando certa região que se achava ligeiramente ferida.
Decorridas algumas horas, sobravam preocupações para toda a família. A encantadora mosca verde-azul deixara imundície e enfermidade por onde passara.
Quantas vezes sucede isto mesmo, em plena vida?
Há criaturas simples operosas e leais, de trato menos agradável, à primeira vista, que, à maneira da abelha, sofrem sarcasmos e desapontamentos por bem cumprir a obrigação que lhes cabe ,em favor de todos; e há muita gente de apresentação brilhante, quanto a mosca, e que, depois de seduzir-nos a atenção pela beleza da forma, nos deixa apenas as larvas da calúnia, da intriga, da maldade, da revolta e do desespero no pensamento.
Neio Lúcio/Francisco Xavier
A Boca da Verdade /Oráculo o suspeito deveria meter a mão dentro da boca da figura e esta poderia decepá-la em caso de culpa.
Do objetivo :
Aceitar os indivíduos como são, eliminando a hipótese de que são perfeitos, deuses ou semideuses do panteão da ilusão, funciona como termômetro para o equilíbrio da emoção em torno da realidade da vida humana. Nem paixão, nem abandono, diante da vida, mas consciência de como bem viver no relativo tempo terrestre.
Da dificuldade:
Todo indivíduo enfrenta desafios para crescer. A própria existência terrestre é um permanente convite ao esforço.
O amadurecimento psicológico propõe que cada atividade tenha lugar no seu momento próprio e cada desafio seja atendido no instante correto, quando se apresentem.
A autocompaixão diante dos problemas e a ASTÚCIA para fugir deles são mecanismos infantis que em nada os resolvem.
Do desafio da verdade:
A mentira deve ser rechaçada sob qualquer forma em que se apresente, face aos prejuízos morais que provoca, levando a maledicência, à calúnia e a todo um séqüito de terríveis distonias psicológicas e éticas no comportamento social.
O mentiroso é alguém enfermo, sem dúvida, no entanto provoca desprezo, em razão da forma de proceder, tornando sua palavra desacreditada mesmo quando se expressa corretamente, o que nem sempre acontece. De tal forma se lhe é natural alterar o conteúdo ou a apresentação dos fatos, que os revela de forma irreal, esperando manipular as pessoas através desse ignóbil ardil.
Tornou-se tão habitual o fenômeno da distorção dos fatos, que se criou à imagem da chamada MENTIRA BRANCA, isto é, aquela de caráter suave, que não prejudica, pelo menos intencionalmente, e evita situações que se poderiam tornar desagradáveis, caso fosse dita a verdade.
Há, quase sempre, nos indivíduos, uma reação psicológica contra a verdade. Deseja-se sempre ouvi-la, porém, como se assevera popularmente, dourando-se a pílula, isto é, escamoteando-a .
.....
"A verdade deve ser ministrada com naturalidade, suavemente, sem alarde, sem imposição, mas também sem ser falseada, sem perder a força do seu conteúdo"
Após duas palestras sobre o mesmo tema ,este fim de semana,volto a escrever sobre a importância de ser pais.
Percebe-se que a necessidade ,a prioridade primeira dos que zelam pelo psiquismo da humanidade é despertar o que anda adormecido ou tamponado pelo culto das sensações imediatas dos prazeres transitórios em detrimento dos sentimentos
."Sentimento" é o que resulta da sublimação das sensações.Busca real de quem vive além do mundo pura e simplesmente.
Voltaram os palestrantes,às questões do LAR e sua vital importância na construção do SER .
LAR ,onde os primeiros mestres na figura dos pais,tem a missão Divina de" retificar caminhos".
Recordo a sabedoria e também acolho como verdadeira ,a sabedoria de Lya Luft quando esclarece:
"acredito profundamente que ter filho é ser responsável, que educar filho é observar, apoiar,
dar colo de mãe e ombro de pai, quando preciso. E é também deixar aquele ser humano crescer e desabrochar.
Não solto, não desorientado e desamparado, mas amado com verdade e sensatez. Respeitado e cuidado, num equilíbrio amoroso dessas duas coisas.
Vão me perguntar o que é esse equilíbrio, e terei de responder que cada um sabe o que é, ou sabe qual é seu equilíbrio possível.
Quem não souber que não tenha filhos.
Perdoem-me os pais que se queixam (são tantos!) de que os filhos são um fardo, de que falta tempo, falta dinheiro,
falta paciência e falta entendimento do que se passa - receio que o fardo, o obstáculo e o estorvo a um crescimento saudável dos filhos sejam eles.
Mães que se orgulham de vestir a roupeta da filha adolescente, de freqüentar os mesmos lugares e até de conquistar os colegas delas são patéticas.
Pais que se consideram parceiros apenas porque bancam os garotões, idem. Nada melhor do que uma casa onde se escutam risadas e se curte estar junto, onde reina a liberdade possível.
Nada pior do que a falta de uma autoridade amorosa e firme."
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Tanto já foi dito aqui mesmo nos debates.Opiniões as mais diversas,posicionamentos aparentemente inabaláveis,ideias discrepantes em relação ao que seja gerar e cuidar
Lembro-me evidente,do que escrevi há muito,pois conservo minha ideia
'"como na maiêutica de Sócrates, que auxiliava os partos do espírito, como sua mãe auxiliava os partos do corpo;
nós,mães mais que parir corpos, contribuimos nos partos espirituais dos filhos.porque sem dúvida um dia responderemos
à pergunta:Que fizeste do filho confiado a vossa guarda?"
E ainda
a idéia de ser co-criadora da vida ,é para mim elo com as forças mais intrinsecas da Vida maior.
Nada de posar de Madona dos Rochedos,nimbada de luz,pura e angelical.
fui Geia na plenitude de sua força criadora.
.E este maravilhoso poder,eu pude vivenciar em cada corpo que crescia dentro de mim,em cada vagido,ou grito.
Não quis deixar a ninguém o prazer de embalar,alimentar,cuidar da minha cria.vi cada passo ,cada sorriso.adivinhei os medos, limpei lágrimas,ofereci meu colo.
É um constante renascer,ou parir a mim mesma.Contudo sem a idéia de uma super-mãe,mas ser também mulher na vivência e no sentir que advém das particularidades do corpo físico."
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"Uma casa que abriga pessoas, só merece o nome de lar, quando todos os que nela habitam desfrutam de intimidade, liberdade e amor."(D.Incontri )
Reflitamos. bjos a todos
E elas ali,prontas para a vida . Eu ? Pronta (? )para entender.
Antes que elas cresçam
Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.
É que as crianças crescem. Independentes de nós, como árvores, tagarelas e pássaros estabanados, elas crescem sem pedir licença. Crescem como a inflação, independente do governo e da vontade popular. Entre os estupros dos preços, os disparos dos discursos e o assalto das estações, elas crescem com uma estridência alegre e, às vezes, com alardeada arrogância.
Mas não crescem todos os dias, de igual maneira; crescem, de repente.
Um dia se assentam perto de você no terraço e dizem uma frase de tal maturidade que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura.
Onde e como andou crescendo aquela danadinha que você não percebeu? Cadê aquele cheirinho de leite sobre a pele? Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços, amiguinhos e o primeiro uniforme do maternal?
Ela está crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil. E você está agora ali, na porta da discoteca, esperando que ela não apenas cresça, mas apareça. Ali estão muitos pais, ao volante, esperando que saiam esfuziantes sobre patins, cabelos soltos sobre as ancas. Essas são as nossas filhas, em pleno cio, lindas potrancas.
Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão elas, com o uniforme de sua geração: incômodas mochilas da moda nos ombros ou, então com a suéter amarrada na cintura. Está quente, a gente diz que vão estragar a suéter, mas não tem jeito, é o emblema da geração.
Pois ali estamos, depois do primeiro e do segundo casamento, com essa barba de jovem executivo ou intelectual em ascensão, as mães, às vezes, já com a primeira plástica e o casamento recomposto. Essas são as filhas que conseguimos gerar e amar, apesar dos golpes dos ventos, das colheitas, das notícias e da ditadura das horas. E elas crescem meio amestradas, vendo como redigimos nossas teses e nos doutoramos nos nossos erros.
Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.
Longe já vai o momento em que o primeiro mênstruo foi recebido como um impacto de rosas vermelhas. Não mais as colheremos nas portas das discotecas e festas, quando surgiam entre gírias e canções. Passou o tempo do balé, da cultura francesa e inglesa. Saíram do banco de trás e passaram para o volante de suas próprias vidas. Só nos resta dizer “bonne route, bonne route”, como naquela canção francesa narrando a emoção do pai quando a filha oferece o primeiro jantar no apartamento dela.
Deveríamos ter ido mais vezes à cama delas ao anoitecer para ouvir sua alma respirando conversas e confidências entre os lençóis da infância, e os adolescentes cobertores daquele quarto cheio de colagens, posteres e agendas coloridas de pilô. Não, não as levamos suficientemente ao maldito “drive-in”, ao Tablado para ver “Pluft”, não lhes demos suficientes hambúrgueres e cocas, não lhes compramos todos os sorvetes e roupas merecidas.
Elas cresceram sem que esgotássemos nelas todo o nosso afeto.
No princípio subiam a serra ou iam à casa de praia entre embrulhos, comidas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscinas e amiguinhas. Sim, havia as brigas dentro do carro, a disputa pela janela, os pedidos de sorvetes e sanduíches infantis. Depois chegou a idade em que subir para a casa de campo com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível deixar a turma aqui na praia e os primeiros namorados. Esse exílio dos pais, esse divórcio dos filhos, vai durar sete anos bíblicos. Agora é hora de os pais na montanha terem a solidão que queriam, mas, de repente, exalarem contagiosa saudade daquelas pestes.
O jeito é esperar. Qualquer hora podem nos dar netos. O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos e que não pode morrer conosco. Por isso, os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável afeição. Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto.
Por isso, é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que elas cresçam.
Affonso Romano de Sant'Anna
A porta da verdade estava aberta,
mas só deixava passar
meia pessoa de cada vez.
Assim não era possível atingir toda a verdade,
porque a meia pessoa que entrava
só trazia o perfil de meia verdade.
E sua segunda metade
voltava igualmente com meio perfil.
E os meios perfis não coincidiam.
Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta.
Chegaram ao lugar luminoso
onde a verdade esplendia seus fogos.
Era dividida em metades
diferentes uma da outra.
Chegou-se a discutir qual a metade mais bela.
Nenhuma das duas era totalmente bela.
E carecia optar. Cada um optou conforme
seu capricho, sua ilusão, sua miopia.
C.Drummond de Andrade
VIAGEM DO RENASCIMENTO
Achava-se numa ilha de esperança, em pleno mar da Espiritualidade, consciente de que me aproximava do retorno à vida física
Pensava na jovem que me receberia nos braços.
Lembrava-me de havê-la conhecido em outras estâncias.
A memória, porem, lutava para reconstituir-lhe a imagem dentro de mim.
Só ela conseguiria fixar-me de novo na Terra,pela força do amor
Cerrei os olhos, como quem se preparava para uma jornada intuitiva de volta ao passado, no intuito de refazer-lhe os traços.
Era ela sim,que devia esperar-me
Sentia-lhe as mãos de veludo, resguardando-me a segurança, enquanto os seus pensamentos perpassavam por minha cabeça, com a suavidade das brisas que se movimentam no alvorecer.
Revia-lhe os olhos, na tela de minhas reminiscências, à feição de estrelas que me descobriam a alma.
No intimo, registrava-lhe o calor da fé em Deus e em si mesma refundindo-me as energias, de modo a retornar-me na existência terrestre.
Percebia-lhe, de novo, nas fibras recônditas do espírito, a coragem sem temeridade, a beleza sem orgulho, a bondade sem afetação, a lealdade sem fraqueza, a confiança sem desânimo, o amor sem vacilações e a luz sem sombra...
Só então notei que a meditação se me transformara numa viagem maravilhosa...
Desligara-me da ilha em que achava e reconhecia-me sob poder de atração inexplicável.
Vi-me no aconchego de um lar em que ela me aguardava.
A irradiação estelar que lhe fluía do peito era o seu coração a falar-me de seus sonhos e aspirações.
Queria um filho que era eu mesmo.
Nunca a julguei tão linda a esperar-me, a fim de instilar-me vida nova.
Beijei-lhe a face com a simplicidade da flor humana em que passara a transfigurar-me.
Ela chorou e envolvi-lhe os cabelos, com as minhas próprias lágrimas.
Observei-me na condição do menino que ela própria mentalizara e, recolhendo-me ao seu colo, descansei com a despreocupação da criança que novamente começara a ser.
Quis gritar a minha felicidade em cânticos de louvor a Deus, mas repousando junto àquele coração, à maneira da ave cansada que se reacomoda no ninho, pude apenas dizer: “Minha mãe!... Minha mãe!...”
Augusto Cezar
Francisco Cândido Xavier

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