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  • Publico aqui a carta na íntegra de Maysa Barreto para Ana Carolina de Oliveira
    31 de março de 2010 | 16:04

    Olá, Ana Carolina, meu nome é Maysa Barreto, resido atualmente em Recife-PE. A intenção do email é que ele seja encaminhado para a jornalista Kátia Mello. Creio que ela foi responsável pelo depoimento que Ana Carolina Oliveira, mãe da menina Isabella, concedeu recentemente à revista ÉPOCA.

    Queria pedir que ela encaminhasse um e-mail meu à mãe da menina, esperei algum tempo para mandar, mas agora sinto que é a hora, com tantos acontecimentos em torno dela. Independentemente se receberei retorno deste e-mail, gostaria de adiantar o assunto.
    Tenho 26 anos, acabei de ser mãe.

    Sou “matuta” do interior de Pernambuco e como “matuta” sempre tive curiosidade em tudo que fosse para sair do meu mundo. Aos 15 anos, saí de casa para estudar fora da cidade. Desde então, não parei mais. Morei em três cidades diferentes até chegar em Olinda, apoiada pela minha família. Sem minha família eu não seria nada hoje e Deus é tão bom que fez com que todos meus familiares me apoiassem em tudo sem saber do meu futuro.

    Aos 18 anos, fiz uma viagem a Porto de Galinhas e lá comecei a praticar “minha liberdade”, o mergulho; não parei mais, viajei para fora do país e assim fui fazendo tudo que gostava. Quando completei 23 anos, estava em Buenos Aires, comemorando com meus amigos e tive um dos maiores sustos da minha. Passei mal e fui encaminhada para o hospital. Lá descobriram que eu tinha um tipo de leucemia rara, mieloide crônica. Eu, que gostava de fazer tudo nessa vida, estava namorando com o amor da minha vida, aproveitava cada minuto como se fosse o último, não tinha medo de nada e nem de ninguém.

    Depois que descobri, vim para o Brasil urgente, fui internada às pressas e partir dali, travei uma batalha. Não baixei a cabeça e não pensava em morrer. Eu tinha duas opções: Lutar ou desistir. Meu feitio sempre foi o primeiro.

    O tratamento é como os outros, mas como o meu tipo era raro entre jovens, eles meio que pegam pesado rs. Fiz muita químio, mas o que eu esperava mesmo era o transplante de medula. Tenho três irmãos e nenhum foi compatível comigo, nem papai e nem mamãe. Simplesmente NÃO ACHAVAM. Eu pensava que ninguém batia a medulinha com a minha e comecei a ficar preocupada porque eu sentia que faltava realizar uma coisa, só uma. UM FILHO.

    Eu não queria um filho porque eu pensava que ia morrer. Eu queria porque sempre fui apaixonada por criança e isso era um desejo meu antigo. Passada essa tempestade, veio a boa notícia: TEM MEDULA FRESQUINHA NA ÁREA! Eu? adoooooooro, né?! rs

    Eu fiz! Fiquei radiante demais, só felicidade! Poderia voltar à minha vida em pouco tempo, claro que moderadamente. Isso serviu para que minha família, meus amigos e meu amor se aproximassem mais ainda. PERFEITO. Tudo beleza de novo. Do dia em que descobri a doença para o transplante foram quase dois anos. Prometi a mim mesma que, a partir dali, seria diferente. Logo eu e meu amado resolvemos juntar os trapinhos e morar juntos. Só amor, felicidade, saúde e… bebê. Isso mesmo, engravidei. Esse dia foi assustador e ao mesmo tempo feliz demais! O que mais tive medo foi de a doença voltar, porque agora não era só eu. Era meu filho. Eu temia e ela voltou.

    No meu terceiro mês de gestação descobri que ia ser mãe de uma menina. E no quarto eu, minha médica e meus familiares tomamos uma decisão difícil, a de suspender o tratamento, que ia fazer mal para minha princesa. Ela já era minha princesa, eu estava disposta a dar minha vida para ela. Minha médica explicou que assim que eu tivesse minha filha, entraria num tratamento intensivo, a doença avançava, logo era crônica. Eu não poderia nem amamentar, pois as drogas são fortes. Comecei o tratamento de leve, se assim posso me referir…

    Desviando um pouco a história, tenho que ressaltar a minha ligação íntima com Deus, antes mesmo da doença, muito antes, claro que depois isso se intensificou…

    Eu, como todos os brasileiros, acompanhamos o caso da menina Isabella, pedi muito ao Pai por ela, ao mestre Chico Xavier, aos espíritos de luz, que levassem ela com muita paz e explicassem para ela o estava acontecendo, que ela agora estava segura.

    Bom, Isabella está com 3 meses. Isabella é minha filha. Uma menina forte e linda. Ela vai ser forte demais, como eu. Ela vai lutar até onde der, como eu estou fazendo agora. No momento me encontro internada em Recife. Olha, sou uma pessoa realista, sempre fui e não estou com a bola cheia não, não estou numa das minhas melhores chances. Quem estiver lendo, não pense que fico deprimida, porque NÃO. Eu tenho consciência que minha Isabella vai crescer sem a mãe, mas eu quero que ela faça tudo que tem direito como eu fiz. Eu amei, aproveitei, chorei… eu vivi muito bem esses meus anos. Eu tenho fé demais em Deus, sei que para onde eu for vai ser bom.

    Espero que pelo menos tenha um mar para eu dar uns mergulhos bacanas e que de lá eu possa ver minha filhota, até a hora em que eu estiver pronta para voltar. Nas minhas orações, tenho pedido para encontrar a outra Isabella quando chegar lá. Ela me passa paz. Eu quero vê-la e abraçar como se tivesse abraçando a minha Isabella e dizer que ela mudou o jeito das pessoas… O nome da minha filha foi uma homenagem para ela. Eu sinto amor por ela.

    Que a mãe de Isabella nunca desista de nada, porque Deus é justo e correto. Nunca duvidemos Dele em nada.

    Amanhã vou para casa, meus cuidados agora serão lá junto de todos que eu amo.

    Eu não desisti, não parei de lutar, mas às vezes chega um ponto em sua vida que você tem que entender que fez sua parte. Eu realizei meu maior sonho.

    Eu tenho 26 anos, acabei de ser mãe e tenho câncer em estado terminal. 1

  • São Paulo, Minha Terra Natal
    31 de março de 2010 | 14:02 1

  • Ressurgindo das cinzas
    30 de março de 2010 | 12:12

    Fênix
    “A fênix – ou fénix – é um pássaro da mitologia grega que quando morria entrava em autocombustão e passado algum tempo renascia das próprias cinzas. Outra característica é sua força, que a faz transportar em vôo cargas muito pesadas, havendo lendas nas quais chega a carregar elefantes. Seria do mesmo tamanho ou maior do que uma águia. Segundo alguns escritores gregos, a fênix vivia exatamente quinhentos anos. Outros acreditavam que seu ciclo de vida era de 97.200 anos. No final de cada ciclo de vida, a fênix queimava-se numa pira funerária. Após erguer-se das cinzas levava os restos do seu pai ao altar do deus Sol na cidade egípcia de Heliópolis (Cidade do Sol). A vida longa da fênix e o seu dramático renascimento das próprias cinzas transformaram-na em símbolo da imortalidade e do renascimento espiritual.” Wikipédia

    Tudo na natureza são ciclos. Estamos passando por transformações o tempo inteiro, embora existam alguns momentos em que elas acontecem de forma profunda e nos fazem rever muitas coisas do passado que não nos serve mais. Guardamos muitas coisas desnecessárias em nossos registros e somente nos permitindo fazer essa viagem em nossas casas interiores e externas poderemos entender o valor que vimos dando a tudo isso e praticar o desapego. Sugiro que você faça uma grande arrumação na sua vida – uma grande transformação! Mas não se iluda! Transformação dói! Vai fundo no orgulho! Necessita-se aprender com coisas que você estudou há muito tempo e que nunca utilizou… Necessita-se parar de lutar…. Aceitar que os outros estiveram certos grande parte das vezes em que você discordava… Necessita-se entender que muitas coisas que você fez, não as sentiu como devia… Que as palavras nem sempre valeram a pena… E que em outras ocasiões elas fizeram total diferença!

    Só compreendendo uma situação podemos transmutá-la!

    Gosto muito dessa frase de Neale Donald Walsch: “O arrependimento é o grande curador. A culpa, o grande ferimento”.

    Necessitamos arrepender-nos por vezes… Temos na mão um volante e podemos guiar por onde quisermos… para a cura ou para o conflito, a partir do entendimento de como vamos conduzindo a nossa existência por tanto e tanto tempo… Por vezes perdemos a direção. Não temos firmeza, não sabemos nem para onde estamos indo… e é nesses momentos que precisamos realizar mudanças, mergulhar nas cinzas, entregar nosso espírito ao fogo, como uma Fênix!

    Pergunte-se o que você anda guardando. Muitas vezes quando achamos que estamos resolvidos em determinadas situações, elas ressurgem. Mágoas, agressividade, tristeza… O que você anda guardando? Guardamos, guardamos e continuamos apegados a todos esses registros.

    Não liberamos as pessoas e elas não se liberam de nós. Mudamos de relacionamento, mas continuamos repetindo as mesmas coisas… Mudamos de casa, mas continuamos com os mesmos hábitos… Mudamos de cidade, mas continuamos não vendo beleza ao redor de nós…

    Porque, na verdade, dentro de nós nada mudou. Continuamos presos a valores antigos. Temos a tendência de sermos colecionadores. Colecionamos ferimentos e depois reclamamos que a vida não vai bem. Colecionamos as palavras das pessoas (e-mails, cartas), colecionamos imagens das pessoas (fotos e recordações)… mas isso não faz e nunca fará com que as tenhamos por perto. É desapegando que nos aproximamos. É dessa forma que aprendemos a amar e, não, a colecionar… E dessa forma soltamos as pessoas… para que livres – e apenas por amor – caminhem lado a lado.

    Observe a que você anda apegado… Onde deve ser realizada sua transformação, em que parte de você…

    Algumas pessoas dizem apenas que guardam coisas boas… Na verdade, são colecionadoras também! Não aceitam a morte (processo natural da vida), não aceitam o distanciamento de pessoas amadas… Não aceitam perder!

    Aceitar passar por um processo de renascimento é largar tudo com a consciência de que nada se perde! É passar pelo fogo como a fênix e ressurgir com o corpo diferente!

    Vá fundo dentro de si mesmo e se faça as perguntas necessárias… Pergunte-se sobre sua direção… se seu volante está firme nas mãos… Pergunte-se quem você anda levando de carona nos seus desacertos… Reflita que seus atos são espelhos pra muita gente… Faça uma lenta observação sobre seus processos de repetição… sobre aquilo que mais gera ferimentos para você e para os outros com quem convive…

    Mudar um hábito necessita de uma grande atitude. Persistir nessa mudança é treino. Treino diário. É a certeza de que o mundo só tem a ganhar com seu trabalho. É a certeza de que você confia nas Leis da Vida. É a certeza de que você não perde nunca. De que tudo pode ser presente se assim você o fizer. É a certeza de que se pode aprender com o melhor dos momentos: O AGORA. É a certeza de que você pode efetuar transformações profundas, de que você tem todos os recursos pra isso – basta apenas aprender a utilizá-los ao seu favor!

    Desejo que todos possam fazer as mesmas coisas de forma diferente a partir de hoje. Que possamos reconhecer as mesmas pessoas com quem convivemos com uma nova luz. Que possamos amá-las como jamais amamos: incondicionalmente!

    Que possamos traspassar nosso orgulho, reconhecendo nossas precipitações, nossos instintos e nossos desacertos. Que possamos pedir perdão e desamarrar as pessoas. Que possamos desapegar o que achamos que temos ou controlamos. Que possamos ser natureza, apenas, como uma árvore ou um pequeno grão de areia. Que possamos aceitar as coisas como são, para que sem agressividade entremos nas mudanças. Que possamos nos arrepender, mas não nos culpar. Que possamos curar nossos ferimentos, reconhecer em cada um de nós grandes médicos da alma. Que possamos fazer, das cicatrizes, flores. E que possamos espalhar as sementes dessas flores, nascidas dentro de nós, para o mundo inteiro através de um sorriso verdadeiro: não só da face, mas do fundo de nosso espírito.

    Fernanda Lopes é Psicoterapeuta holística, palestrante motivacional, escritora e presidente da ONG – Associação Voluntários da Esperança 1


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  • Dayane Viegas
    Dayane Viegas
    13 de junho de 2010 | 13:01

    Olaaa amiga
    Muito Boa tarde !
    Não poderia de deixar de passar por aqui,
    pois Levo você no coração
    Beeijinhos Daah :*** saudades (lll¹²³..



  • nulbinha
    nulbinha
    04 de maio de 2010 | 13:01

    http://www.youtube.com/watch?v=7M-iUNIdTWU



  • Sandy.F.Lima
    Sandy.F.Lima
    29 de abril de 2010 | 10:10

    Oii ..!

    Mee ast aii ..!

    Bom diia ..!

    Beiijoo Grandee ..!"




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