diário de Cbanegas

diário de Cbanegas (15)

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  • O que me basta?
    26 de junho de 2008 | 18:06

    O que me basta?
    Me basta chorar, ou rir?
    Poupar, ou repartir?

    O que verdadeiramente satisfaz meu coração?
    Amar totalmente, sem reservas,
    ou me preservar?

    São tantas perguntas que tenho,
    e tão poucas respostas obtenho,
    que nem sei se tenho mesmo razão,
    afinal sigo tanto a emoção...

    Mas não me importo,
    se em cada ato meu houver paixão.


  • A Lagarta e a Borboleta
    09 de junho de 2008 | 19:07

    Um amigo me emprestou o livro “Política e Paixão”, de Affonso R. de Sant’anna. Casualmente, encontrei nele um trecho que chamou minha atenção. Fala sobre uma imagem de Marshall Mluhan, de que uma lagarta, olhando para uma borboleta voando, virou e disse: “Vocês nunca me transformarão numa coisa daquelas.”
    Interessante porque, a borboleta é contraditória. Ao mesmo tempo em que ela é o fim da vida da lagarta, é o início de um novo ciclo.
    Transformou-se.
    O destino da lagarta é virar borboleta, é evoluir. Esta metamorfose é bem dolorosa para a borboleta, não pelo processo em si, uma vez que a lagarta “morre” para si mesma, vivendo enclausurada em seu casulo, mas sim na hora em que o mesmo se abre.
    O esforço é grande para rasgá-lo, e mais tarde, outro esforço é exigido, quando as asas precisam ser estendidas para que sequem totalmente.
    Transforma-se então, é se esforçar.
    Metaforicamente, é morrer para aquilo que já não serve mais e partir para um novo patamar.
    Haverá perda, mas em contra-partida, ganhos surgirão. É inevitável, é o curso da vida. O rio flui. A vida de uma lagarta não tem muita graça, pois, pesada, só rasteja, comendo folhas. Jaz ali, tão limitada...
    Depois da metamorfose, ela não mais existe naquela forma. Em seu lugar, surge a leve e colorida borboleta, que não conhece limitações. Voa rápido por entre as flores em um jardim, ávida pelo néctar, energizada pelos raios de sol. Irradia vida!
    Evoluir como pessoa requer coragem, mas não me refiro a de transformar-se, porque isso é totalmente natural, afinal vivemos abrindo e fechando ciclos em nossa vida. Falo da coragem de olhar para dentro de si e reconhecer: “Sou lagarta.”
    A partir daí, o casulo já não é visto como uma prisão ou um túmulo, mas como um portal, que dá passagem para um mundo novo, visto de cima.
    Nunca mais as coisas serão as mesmas.
    Uma vez borboleta, lagarta nunca mais.


  • Boa noite!
    31 de maio de 2008 | 23:11

    É quase domingo... desejo a você e a sua família uma noite tranquila, e que seu sono seja realmente restaurador. Que seus sonhos sejam suaves e doces como uma nuvem e os pesadelos, se os tiver, se dissolvam como algodão doce na boca, quando você acordar. Bjão!


  • O Milagre da Borboleta
    25 de maio de 2008 | 01:01

    Oi! Gostaria de convidar todas a lerem o conto "O Milagre da Borboleta".
    Eu o fiz hoje. Aguardo comentários, pois queria saber se vocês gostaram.
    Bjos e um domingo de paz!


  • Oi, pessoal!
    22 de maio de 2008 | 23:11

    Hoje foi um dia muito tranquilo. Ontem, mais ou menos por volta das nove da noite, o pessoal começou a montar os tapetes na rua principal, aqui na minha cidade. No início não apareceu nada. Fui dormir. Quando acordei às 7 da manhã, todos os tapetes já estavam prontos e ficaram muito bonitos. Depois as pessoas começaram a se juntar ao lado dos tapetes e começaram a procissão. Apesar de não ser católica, achei muito bonito toda a movimentação, principalmente dos jovens. Entraram pela noite preparando os tapetes. Acompanhei tudo pela janela do quarto, já que moro no centro da cidade e em uma das ruas principais. Espero que todos tenham tido um feriado tranquilo e pacífico. Bjos!


  • Uma ótima noite!
    15 de maio de 2008 | 19:07

    Hoje é quinta-feira, quase oito da noite... meu filho está no quarto, lendo um livro de sociologia, pois tem que terminar um trabalho para a escola. Meu marido, por essas horas, vendo tv, como sempre... o Théo, nosso cãozinho de quase 04 meses, está comendo um biscoito sobre o tapete da sala. E eu...bom, eu estou aqui, escrevendo pra vocês. Amanhã tenho consulta com uma psicóloga. Resisti muito, mas acabei cedendo. Não custa nada... vamos ver no que dá. Acho que ando mesmo precisando de ajuda... para o que exatamente, ainda não sei, mas prometo que quando descobrir, conto tudo. Um beijo a todas!


  • A Busca
    11 de maio de 2008 | 17:05

    Hoje comemora-se o "Dia das Mães" (se bem que, para mim, separar um dia para algo específico não é bem digerido. Não se acha especial apenas um dia, por rótulos impostos pela sociedade. Mãe é mãe todo dia e o que conta é a atitude; o que realmente faz a diferença é o dia-a-dia. Assim é com o Dia dos Pais, Dia das Crianças, Dia da Sogra, etc.).
    Em poucas linhas, gostaria de falar sobre muitas coisas. Lendo o jornal, encontrei um fragmento da crônica "Sobre amor e alegria", de Artur da Távola, falecido recentemente.
    Diz assim: "É preciso muito viver, muito desilusionar-se, muito gostar, muito sentir, muito experimentar, muito perder, muito entediar, muito renunciar, para encontrar o próprio amor. Falo do amor guardado não se sabe em que dobra da gente."
    Que busca é essa, tão intensa, incessante, perseverante!
    Quem já encontrou o próprio amor? O próprio amor seria o amor próprio?
    Pude respirar mais aliviada, porque essa busca, eu entendi que não é só minha, particular. É de todos.
    E na minha busca, já me perdi e me encontrei várias e várias vezes.
    Então, em alguma dobra da minha alma, um dia finalmente terei um encontro decisivo (ou será que não preciso realmente encontrar nada? Talvez o grande lance seja esse mesmo, o procurar, o buscar; talvez essa seja a motivação, a chave mestra, a mola que impulsiona o viver).
    Então, hoje, no Dia das Mães, ou em qualquer outro dia, tenha um dia feliz! É o que eu te desejo... encontre-se. Encontre o seu amor.


  • Movimento Rosa
    10 de maio de 2008 | 20:08

    Adorei a idéia do Movimento e aderi de coração. Espero que todas possam visitar meu jardim, eu retornarei todas as visitas. Um beijo florido para todas que visitam meu perfil.


    O que seria mais importante?
    O sorriso de uma criança ao acordar pela manhã
    ou uma leve esperança de tudo mudar, amanhã?

    O Amanhã será um Hoje,
    e o hoje, o ontem de alguém.
    Seria isto importante?
    Saber viver, também?

    Cantarolar no banheiro,
    fazer careta no espelho,
    ser criança peralta, outra vez.

    Roubar flor no jardim
    (tomara que seja um jasmim!),
    se sujar de sorvete!
    O que seria importante, enfim?

    Viver uma grande emoção?
    Chorar de saudade ou de dor?
    Ler um conto de fadas no meio da madrugada,
    ou fazer amor?

    Seja lá o que for, que seja mesmo importante,
    mesmo que dure um instante.
    Determine suas prioridades,
    satisfaça suas necessidades,
    mude até de cidade, se preciso for,
    mas tenha um ideal.

    O que seria importante pra você, afinal?

    Reunir a família em dezembro,
    e comemorar o Natal?
    Ou viajar de veleiro, conhecendo o mundo inteiro?
    Você prefere avião ou trem?
    Tudo bem...

    O importante é viver a vida,
    em toda a sua extensão,
    tratando o próximo como a um irmão,
    sem preconceitos ou acepção.

    Viva a vida que você tem,
    fazendo sempre o bem.
    Deixe registrados os seus feitos,
    você se tornará imortal.

    Sua vida terá valido a pena,
    do início até o final!


  • Eu, Poeta
    05 de maio de 2008 | 18:06

    Sou poeta, eu crio.
    Carrego algo no coração: esperança.
    A transformo em palavras,
    e estas sempre darão forma
    aos meus fluidos pensamentos.

    Desvendo tramas, as desfio,
    crio histórias, desafios.
    Faço brotar personagens,
    da tragédia ao humor,
    do drama ao terror.

    Sou todos, sem ser ninguém.
    Lanço o inédito, o não lido, o secreto.
    O torno texto,que chama a atenção.
    Então, assim ele se torna fato.
    De fato, me expresso.

    E me pergunto sempre:
    será válida a minha forma de expressão?
    Prosperará a minha pura intenção?
    Conseguirei gerar esperança também
    no coração de alguém?

    Não sei...só sei que hoje, dormirei em paz,
    com a certeza de que, ao menos, tentei.

    [Cláudia Banegas]
    (*) todos os textos aqui publicados podem ser transcritos, desde que se mantenham os créditos.


  • Devaneio Noturno
    04 de maio de 2008 | 17:05

    Vários sons invadem o meu quarto,

    enquanto tento dormir, em vão.

    Não é fácil conciliar o sono,com tanto barulho...


    Respiro devagar, penso em minha vida.

    Penso na vida.

    Dia após dia, ela se constrói,como uma teia, cheia de fios tênues.

    Neles, eu me desanimo, e me animo;

    Me alegro, e me entristeço;

    Me disponho, e me resguardo.


    Sou um paradoxo, sou contradição.

    Quem pode me entender?

    Tento me entender, também em vão.


    Me conformo, pois nem tudo na vida tem resposta,

    Nem tudo tem explicação.

    Sou uma incógnita,

    uma eterna interrogação.



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